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Mostrando postagens de Fevereiro, 2016

"AS REDES SOCIAIS SÃO UMA ARMADILHA"- ENTREVISTA DO FAMOSO SOCIÓLOGO ZYGMUNT BAUMAN

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Para o Zygmunt Bauman, “as redes sociais são uma armadilha”Por Revista Pazes - janeiro 11, 2016
Segundo o reporter RICARDO DE QUEROL, Zygmunt Bauman está cansado, “admite logo ao começar a entrevista, mas se expressa com tanta calma quanto clareza. Sempre se estende, em cada explicação, porque detesta dar respostas simples a questões complexas. Desde que colocou, em 1999, sua ideia da “modernidade líquida” – uma etapa na qual tudo que era sólido se liquidificou, e em que “nossos acordos são temporários, passageiros, válidos apenas até novo aviso” –, Bauman se tornou uma figura de referência da sociologia.”
Ao ser questionado sobre as redes sociais, Bauman assevera:
“A questão da identidade foi transformada de algo preestabelecido em uma tarefa: você tem que criar a sua própria comunidade. Mas não se cria uma comunidade, você tem uma ou não; o que as redes sociais podem gerar é um substituto. A diferença entre a comunidade e a rede é que você pertence à comunidade, mas a rede pertence a vo…

CRÍTICA À PUBLICIDADE DA MALDADE E SEUS CONSUMIDORES

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(James Holnes, assassino do caso de julho no Colorado)

Crítica a publicidade da maldade e seus consumidores 
Até onde vai a maldade, ou até onde vai o homem? Até que ponto se pode distanciar dos grandes psicopatas e serial killers, para julgá-los moralmente em um noticiário? Ao refletir sobre essas questões nos deparamos com nossa atroz condição humana: Somos maus, e desejamos o mau, nem que seja apenas para olhá-lo.  Historicamente a maldade ocupa um lugar sempre atribuído ao outro. O Bem, retentor do discurso competente, se auto-atribui a posse das verdades sobre o mal, tornando-se seu juiz. Todavia esse suposto Bem, com seus veredictos e julgamentos esquematicamente elaborados, não se deu em nenhuma transcendência metafísica, – na prática, foram sempre homens julgando homens. Então me pergunto: Seria a maldade em potencial exclusiva de alguns? Ou seria melhor pensar em níveis de barreiras psíquicas, que impedem uns de serem piores do que outros no convívio social?  A imprensa e a mídia…